quarta-feira, outubro 18, 2006

Coração oco

a qualidade de flauta
de som e tropeço
peço à fala que fala
em cada começo.

eu, que não sou voz,
que não falo nem calo
nem por nós
me despeço ou resvalo.

no fim, começo.
no meio, o fundo
vento pânico do mundo.

nas bordas, cor e falso.
no fundo, miragem
onde toda coragem...

(18 de outubro, 2006, 9:41 h)

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial