quinta-feira, outubro 26, 2006

descoberta

como se descobrisse, súbito, o ar,
o susto me tomou de súbito pro mar.
ali, descobri um erro, e dos medos
vi o acerto acerbo e certos erros

que seriam de amar, mas não sei.
não sei mais onde a estrada leva.
talvez onde todos já soubessem,
onde só o fim da estrada espera.

descobri o falho ato de viver e frágil,
pequeno passarinho sem roteiro e nu.
nós andamos, a corrente, nós fazemos

mas o fim chega quando queremos,
depois dele outro limite, e mais depois.
no fim, é sem. caminho é mundo.

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