segunda-feira, novembro 20, 2006

felicidade é coisa que flutua
à pressa, presa no pé
do vento que escapa.

tentaram no pós-moderno
volver a outros nós como possível
fosse outro ar o ar respirar.

no fim do espelho, o olho
se olha. só isso, nada além.
espelho é superfície.

felicidade é coisa que se despe
vestida que vem de desespero.
vem de amar torto e tão grande

vem de menino perdido e feliz.
não sei oque fazer pra te amar
direito, pois não sei o toque

que precisas de mim, se é que.
insiste o olhar, no mesmo assim.
a vida vem e apoquenta, mesmo assim.

dor dói, mesmo assim, e não devia.
acho que vou mandar parar a vida.
é isso. chega. vai-te embora. por todo agora.

chega de dor, e é por decreto.
e se não der certo?
e se as cortinas pegarem fogo?

e se? mas agora é deveras.
agora caminhas pleno palco.
agoras o coração inunda

de certa luz, correta carne e fogo.
vida, eu que te esgano, nunca vou te enganar.
vens e me beijas, queres me matar.

mas não irás. eu te beijo, eu te amo
não me consomes. da flor caída
outra flor doída e doia voa.

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